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A mostrar mensagens de julho, 2014

A Bebedeira

     Ontem, como era de esperar, voltámos de novo, ao nosso bar de eleição. Voltámos de novo à mesma mesa rodeada de amigos, onde a única rivalidade que existe é entre os fieis à sagres e os leais à super bock.      Lá estávamos nós rodeados das pessoas a quem confidenciamos a nossa vida e que sabem que entre nós a intimidade é diferente mas que nunca, em conversa alguma, é trazida para esta mesa qualquer tipo de brincadeira relacionada com a relação que temos (ou não temos) fora desta mesa.      Parecias feliz e por não saber se seria o facto de te ver feliz, ou o de estares acompanhado, ou o de eu estar sozinha, ou se, realmente e finalmente teria percebido que tinha saudades tuas, resolvi abstrair-me da situação e não revelar o que de facto era verdade: mexeu comigo.      Aqui, entre o rodopio de pedir mais cervejas e de levar daqui para fora as garrafas vazias; entre infindas gargalhas e tantos cigarros; nós cruzamos ...

A Ressaca

     No momento em que acordamos as perguntas: "quem sou?"; "o que faço aqui?" são respondidas subitamente, mais rapidamente que um abrir de olhos. Consequentemente, recordamo-nos da nossa rotina e, se em certos dias podemos dar-nos aos luxo de dormir "só mais 5 minutos", adiando o momento de confrontar a realidade, há dias em que a realidade nos atinge como um grande balde de água fria.       Hoje, como era de esperar, a realidade atingiu-me mais uma vez. No momento de sobriedade não conseguia arranjar resposta à pergunta que faço sempre que acordo dentro de uma cama que não é a minha: "o que é eu estou aqui a fazer?" e, não tendo, literalmente, para onde me virar, arregalei os olhos para o mundo e levantei-me, na esperança que esta ressaca que sinto me fizesse esquecer a procura de respostas que não tenho.        Por entre os lençóis, e já habituado aos meus "at...