A Bebedeira
Ontem, como era de esperar, voltámos de novo, ao nosso bar de eleição. Voltámos de novo à mesma mesa rodeada de amigos, onde a única rivalidade que existe é entre os fieis à sagres e os leais à super bock.
Lá estávamos nós rodeados das pessoas a quem confidenciamos a nossa vida e que sabem que entre nós a intimidade é diferente mas que nunca, em conversa alguma, é trazida para esta mesa qualquer tipo de brincadeira relacionada com a relação que temos (ou não temos) fora desta mesa.
Parecias feliz e por não saber se seria o facto de te ver feliz, ou o de estares acompanhado, ou o de eu estar sozinha, ou se, realmente e finalmente teria percebido que tinha saudades tuas, resolvi abstrair-me da situação e não revelar o que de facto era verdade: mexeu comigo.
Aqui, entre o rodopio de pedir mais cervejas e de levar daqui para fora as garrafas vazias; entre infindas gargalhas e tantos cigarros; nós cruzamos olhares que desviamos segundos depois, nós engasgamo-nos aquando de uma piada de alguém que entre nós tem outro significado, nós rimo-nos um para outro sempre que alguém diz algo que só nós sabemos a verdade.
Sobre a nossa mesa, onde os telemóveis não são permitidos, reparei, não sendo a única a fazê-lo, que estavas desligado dos assuntos que ali eram falados, ansiavas a chegada de mensagens e desbloqueavas o telemóvel repetitivamente. Só quando nos apresentaste a tua nova amiga - que o nome "varreu-se-me" de tão desinteressada que estava com o acontecimento - é que se entendeu a falta de atenção demonstrada, anteriormente, por ti.
O egoísmo não faz parte dos meus, tantos, defeitos e não sabendo o que queria de ti, não podia fazer de ti um "apetece-me" mas sim, contentar com a certeza que vais ser um grande "e se" na minha vida.
Os copitos a mais já se faziam sentir e a noite já ia longa, não te tinha posto a vista em cima desde que abandonámos o "nosso" bar, até que, no meio da multidão e de conversas completamente random com rapazes completamente random, chegaste ao pé de mim e disseste: "vamos para casa".
Mais uma vez, ontem, como era de esperar, fui para casa contigo na esperança de hoje, em vez de ser atingida por esta maldita ressaca, o cupido me atingisse de vez.
Lá estávamos nós rodeados das pessoas a quem confidenciamos a nossa vida e que sabem que entre nós a intimidade é diferente mas que nunca, em conversa alguma, é trazida para esta mesa qualquer tipo de brincadeira relacionada com a relação que temos (ou não temos) fora desta mesa.
Parecias feliz e por não saber se seria o facto de te ver feliz, ou o de estares acompanhado, ou o de eu estar sozinha, ou se, realmente e finalmente teria percebido que tinha saudades tuas, resolvi abstrair-me da situação e não revelar o que de facto era verdade: mexeu comigo.
Aqui, entre o rodopio de pedir mais cervejas e de levar daqui para fora as garrafas vazias; entre infindas gargalhas e tantos cigarros; nós cruzamos olhares que desviamos segundos depois, nós engasgamo-nos aquando de uma piada de alguém que entre nós tem outro significado, nós rimo-nos um para outro sempre que alguém diz algo que só nós sabemos a verdade.
Sobre a nossa mesa, onde os telemóveis não são permitidos, reparei, não sendo a única a fazê-lo, que estavas desligado dos assuntos que ali eram falados, ansiavas a chegada de mensagens e desbloqueavas o telemóvel repetitivamente. Só quando nos apresentaste a tua nova amiga - que o nome "varreu-se-me" de tão desinteressada que estava com o acontecimento - é que se entendeu a falta de atenção demonstrada, anteriormente, por ti.
O egoísmo não faz parte dos meus, tantos, defeitos e não sabendo o que queria de ti, não podia fazer de ti um "apetece-me" mas sim, contentar com a certeza que vais ser um grande "e se" na minha vida.
Os copitos a mais já se faziam sentir e a noite já ia longa, não te tinha posto a vista em cima desde que abandonámos o "nosso" bar, até que, no meio da multidão e de conversas completamente random com rapazes completamente random, chegaste ao pé de mim e disseste: "vamos para casa".
Mais uma vez, ontem, como era de esperar, fui para casa contigo na esperança de hoje, em vez de ser atingida por esta maldita ressaca, o cupido me atingisse de vez.
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