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Antes de mais, a minha boa educação obriga-me a dizer-te
“Olá!” e, ainda que, não faças ideia da minha existência nem queiras, de todo,
conhecer-me, eu sou sujeito, ainda que passivo, na tua vida. Sou dotada de um nome, tenho forma física e uma forma de
estar na vida que só me permite estar bem comigo quando sei que agi da melhor
forma que podia com os outros.
Poderás dizer que, somos em tudo (descrito até agora) semelhantes e como seres humanos somos, efectivamente, semelhantes.
Como seres humanos, diferenciamo-nos dos animais, pois somos seres racionais. Somos dotados de um cérebro, cérebro este que levou Descartes a dizer: “penso, logo existo”.
É certo que eu, talvez mais que os homens (sexo masculino), penso. Penso imenso. E por pensar sobre situações que tento esquecer, percebi que para esquecer, tenho de te descrever algo que tu nunca pensaste que poderia ocorrer. Afinal, o esquecimento é condição da memória.
Somos seres racionais (dizem) mas será que racionalizamos bem? Qual é a definição de bem e de mal?! Se é que ela existe e é consensual. Todavia, ao contrário de mim que tenho uma forma, todas estas respostas são disformes. Ao contrário de mim que penso sobre o pensamento, há quem não pense. Então, tal como a lógica nos ensinou: se não pensa também não existe, não é assim?
Continuamos a ser animais, ainda que racionais. Se houve alguém a confrontar a emoção com a razão, eu atrevo-me a confrontar a atracção com a razão. Os animais agem por instintos, através de algo que está no seu código genético (tudo estudos que vão mais além do meu conhecimento). Contudo, como disse anteriormente, continuamos a ser animais, continuamos agir por instinto, atraídos por frutos proibidos e pedaços de mau caminho.
Se não fossem as horas a pensar de que forma é que deveria agir, poderia dizer que agi por instinto ao escrever-te, ainda que não te conheça, nem queira conhecer-te.
Escrevo-te porque eu, pronome pessoal, primeira pessoa do singular, posso vir a ser tu, segunda pessoa do singular e o contrário também se pode aplicar. Para o meu "Eu" futuro peço que mesmo que esteja emocionalmente envolvido continue a ser racional e a ti, que espero que nunca estejas no meu lugar, peço que neste momento critico não ajas sem pensar.
Finalizo a minha apresentação dizendo que sou pronome pessoal, existo e tenho nome, ainda que para ti o nome seja a “outra” ou não seja nada. Não sei qual delas prefiro.
Como refuta António Damásio, “sinto, logo existo” e, por ser capaz não só de pensar mas também de sentir, escrevi-te. Se a principio me senti enganada, depois de reflectir, conclui que a única vitima és tu. Ele não pensou em ti, nem em vocês. Ainda que a traição não tenha sido da minha parte, visto não ter um compromisso, a atracção foi por mim e como sou mais dada à razão, não consigo deixar de pensar se conheces ou não a minha existência. Eu existo, ainda que não o saibas nem te passe pela cabeça. A ti que estás emocionalmente envolvida com alguém que se sente atraído por outro alguém pergunto: qual será o peso da atracção aliada à emoção?
A ti que confias nesse alguém mesmo aquando da sua ausência, se pensas que ele não se sente atraído por ti, lembra-te que eu sou só forma física para ele. Ainda assim, se somos dotados de um pensamento, porque é que os homens não pensam nas consequências dos próprios actos? Estarão assim tão ocupados a pensar, exclusivamente, no próprio umbigo?
Esse excitamento que buscam desenfreadamente cinge-se à caça, ao instinto animal, à conquista da presa, ao título de predador. Porém, não era suposto, a cadeia alimentar acabar em nós (Homens)?
Poderás dizer que, somos em tudo (descrito até agora) semelhantes e como seres humanos somos, efectivamente, semelhantes.
Como seres humanos, diferenciamo-nos dos animais, pois somos seres racionais. Somos dotados de um cérebro, cérebro este que levou Descartes a dizer: “penso, logo existo”.
É certo que eu, talvez mais que os homens (sexo masculino), penso. Penso imenso. E por pensar sobre situações que tento esquecer, percebi que para esquecer, tenho de te descrever algo que tu nunca pensaste que poderia ocorrer. Afinal, o esquecimento é condição da memória.
Somos seres racionais (dizem) mas será que racionalizamos bem? Qual é a definição de bem e de mal?! Se é que ela existe e é consensual. Todavia, ao contrário de mim que tenho uma forma, todas estas respostas são disformes. Ao contrário de mim que penso sobre o pensamento, há quem não pense. Então, tal como a lógica nos ensinou: se não pensa também não existe, não é assim?
Continuamos a ser animais, ainda que racionais. Se houve alguém a confrontar a emoção com a razão, eu atrevo-me a confrontar a atracção com a razão. Os animais agem por instintos, através de algo que está no seu código genético (tudo estudos que vão mais além do meu conhecimento). Contudo, como disse anteriormente, continuamos a ser animais, continuamos agir por instinto, atraídos por frutos proibidos e pedaços de mau caminho.
Se não fossem as horas a pensar de que forma é que deveria agir, poderia dizer que agi por instinto ao escrever-te, ainda que não te conheça, nem queira conhecer-te.
Escrevo-te porque eu, pronome pessoal, primeira pessoa do singular, posso vir a ser tu, segunda pessoa do singular e o contrário também se pode aplicar. Para o meu "Eu" futuro peço que mesmo que esteja emocionalmente envolvido continue a ser racional e a ti, que espero que nunca estejas no meu lugar, peço que neste momento critico não ajas sem pensar.
Finalizo a minha apresentação dizendo que sou pronome pessoal, existo e tenho nome, ainda que para ti o nome seja a “outra” ou não seja nada. Não sei qual delas prefiro.
Como refuta António Damásio, “sinto, logo existo” e, por ser capaz não só de pensar mas também de sentir, escrevi-te. Se a principio me senti enganada, depois de reflectir, conclui que a única vitima és tu. Ele não pensou em ti, nem em vocês. Ainda que a traição não tenha sido da minha parte, visto não ter um compromisso, a atracção foi por mim e como sou mais dada à razão, não consigo deixar de pensar se conheces ou não a minha existência. Eu existo, ainda que não o saibas nem te passe pela cabeça. A ti que estás emocionalmente envolvida com alguém que se sente atraído por outro alguém pergunto: qual será o peso da atracção aliada à emoção?
A ti que confias nesse alguém mesmo aquando da sua ausência, se pensas que ele não se sente atraído por ti, lembra-te que eu sou só forma física para ele. Ainda assim, se somos dotados de um pensamento, porque é que os homens não pensam nas consequências dos próprios actos? Estarão assim tão ocupados a pensar, exclusivamente, no próprio umbigo?
Esse excitamento que buscam desenfreadamente cinge-se à caça, ao instinto animal, à conquista da presa, ao título de predador. Porém, não era suposto, a cadeia alimentar acabar em nós (Homens)?
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